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Reino de Emínia

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Reino de Emínia
Brasão de Emínia
Capital Thieux-en-Saint Théoton
Línguas oficiais Português (nacional)

Francês (co-oficial)

Forma de governo Monarquia Popular, Municipalista e Orgânica
Monarca Luís Filipe de Emínia
Governo Cúria Régia
Legislatura Cortes Eminianas
Unidade territorial Beetrias (autonomia legislativa, executiva e judicial)
Estado-membro do Império Império de Karnia-Ruténia
Tratado vinculativo Tratado de Thieux-en-Saint Théoton

Reino de Emínia

O Reino de Emínia é um Estado-membro do Império de Karnia-Ruténia, organizado como uma Monarquia Popular, Municipalista e Orgânica, inspirado na governação equilibrada de Dom Dinis, no ideal do Reino do Espírito Santo e na visão filosófica do V Império segundo Agostinho da Silva.

Regido pela Ordenação Eminiana 01/2025, Emínia não é um Estado tradicional, mas um Reino simbólico-operativo: um espaço cultural, comunitário e espiritual que experimenta formas de vida que conciliam tradição, liberdade, mérito e imaginação civilizacional.

A sua missão central é renovar a ligação entre cultura, comunidade e espírito — e oferecer um modelo possível do que Portugal poderia ser se integrasse as suas complementaridades históricas em vez de as viver como contradições.


Etimologia

O nome Emínia deriva de Aeminium, antigo nome romano associado à região de Coimbra, significando “elevação” ou “altura”. O Reino assume esta herança como metáfora do seu propósito civilizacional: elevar, iluminar e restaurar o espírito comunitário.


História

Origem (2020–2021)

Emínia surgiu inicialmente como um projeto de natureza micronacional, criado em dezembro de 2020. A primeira fase refletia práticas comuns do meio: delimitação territorial simbólica, constituição inspirada em cartas portuguesas do século XIX e presença em convenções e conferências micronacionais.

Em 2021, após negociações com o Império de Karnia-Ruténia, foi firmado o Tratado de Thieux-en-Saint Théoton, pelo qual Emínia se tornou Estado-membro do Império, preservando autonomia cultural e identitária.

A pausa e a reconfiguração

Nos anos seguintes, o projeto entrou em pausa. O afastamento progressivo da prática micronacional coincidiu com o amadurecimento do pensamento do seu fundador, que passou a reconhecer que Emínia precisava de outro rumo.

A descoberta das ideias de Agostinho da Silva e do ideal do V Império abriu espaço para uma nova formulação: Emínia não deveria competir com a realidade, mas transformar a realidade por dentro, como laboratório cultural, comunitário e espiritual.

Refundação (2025)

Em 2025, com a promulgação da Ordenação Eminiana 01/2025, Emínia renasceu como:

  • Reino simbólico-operativo
  • Estado-membro do Império de Karnia-Ruténia
  • Estrutura municipalista baseada em Beetrias
  • Sociedade organizada em Ordens Sociais
  • Espaço de experimentação humanista e cultural

A nova Emínia deixa para trás o micronacionalismo tradicional e assume-se como experiência civilizacional lusófona, inspirada pela tradição, pela liberdade interior e pela imaginação criadora.


Estrutura Política

Monarquia

O Rei de Emínia é a expressão viva da unidade do Reino e guardião da sua identidade espiritual e cultural. O cargo é exercido segundo:

  • primogenitura absoluta
  • aclamação das Cortes
  • legitimidade de sangue ou adoção
  • serviço humilde ao bem comum

Cúria Régia

A Cúria Régia é o órgão executivo do Reino, composta por:

  • Mordomo-Mor
  • Chanceler-Mor
  • Meirinho-Mor
  • Escrivão-Mor
  • Vedor-Mor
  • Cronista-Mor
  • Ministros de Segurança, Sustentabilidade e Comunicação

Cortes Eminianas

Órgão legislativo do Reino, com representantes eleitos, membros de mérito e delegados das Beetrias. Aprova leis, fiscaliza o Monarca e regula a vida política municipalista.

Leal Senado

Câmara consultiva composta por nove senadores de reconhecida sabedoria, refletindo sobre temas de importância para o Reino.


Ordenamento Territorial

O Reino organiza-se em Beetrias, unidades autónomas com poderes legislativos, executivos e judiciais para assuntos locais. Cada Beetria cria o seu próprio Foral, elege delegados e preserva tradições, rituais e forma de vida comunitária.

A capital do Reino é Thieux-en-Saint Théoton.


Cultura, Língua e Identidade

Línguas

  • Português – língua nacional e fundadora da identidade eminiana
  • Francês – língua co-oficial e idioma da capital
  • O Reino reconhece ainda o papel simbólico do inglês como língua diplomática

Cultura

A cultura de Emínia nasce da matriz portuguesa, dialoga com o espaço francófono e integra elementos espirituais e filosóficos universais. A Biblioteca Eminiana, as Beetrias, as Ordens Sociais e os rituais do Reino formam o coração da sua vida cultural e simbólica.


Notas do Fundador — A Reformulação do Projeto (2024–2025)

A primeira encarnação de Emínia nasceu dentro do universo micronacional. Porém, ao longo do tempo, tornou-se claro que esse espaço já não correspondia ao rumo interior necessário.

O afastamento gradual do micronacionalismo coincidiu com a descoberta das ideias de Agostinho da Silva, do mito do V Império e da perceção de que Portugal desperdiçou, em vários momentos, a oportunidade de integrar contradições que eram, na verdade, complementaridades.

A nova Emínia renasce deste amadurecimento: – não como país fictício, – mas como laboratório cultural, comunitário e espiritual, – um “Portugal possível”, onde tradição e futuro deixam de se opor e passam a cooperar.

O projeto mudou porque o sentido mudou. E a sua chama permanece: servir como um espaço onde cultura, pertença, imaginação e liberdade interior caminham juntas.


Ver também



Categoria:Política de Emínia Categoria:Reino de Emínia Categoria:Estado-membro de Karnia-Ruténia